| |
O gás ozônio
começou a ser conhecido em 1781, quando pela primeira
vez seu odor característico
foi detectado e somente em 1837 o ozônio foi reconhecido
como uma substância
química. Mesmo assim, trinta anos se passaram para que
em 1867, a fórmula triatômica
do ozônio fosse descrita e reconhecida.
A habilidade
do ozônio para desinfecção de água foi descoberta em
1886 e em 1891 testes pilotos
já eram realizados em Martinkenfelde, na Alemanha. No
entanto, a primeira instalação
de ozônio em escala industrial ocorreu em 1893, em Oudshoorm,
na Holanda, objetivando
a desinfecção de água na estação de tratamento de água
potável desta cidade. Até
1914 o número de estações de tratamento de água utilizando
ozônio cresceu significativamente
e na Europa já haviam pelo menos 49 instalações. O crescimento
do ozônio caiu
muito na época da primeira guerra mundial, quando pesquisas
relacionadas a gases venenosos
levaram a descoberta do cloro, que do ponto de vista
econômico era mais vantajoso.
Mesmo assim, o número de instalações de ozônio continuou
crescendo,
principalmente na Europa, e em 1936 já haviam aproximadamente
100 instalações
na França e 140 no mundo.
Desta forma
as aplicações de ozônio não são tão recentes como muitos
imaginam, pois na verdade
mais de um século já se passou desde a primeira instalação.
Porém a realidade
é que o cloro sempre foi mais barato e é atualmente
o desinfectante mais utilizado
mundialmente. A partir de 1975, foi descoberto que compostos
organoclorados (subprodutos
das reações do cloro com matéria orgânica) são cancerígenos
e consequentemente
o cloro começou a ter sua aplicação cada vez mais limitada.
A principal
preocupação quanto aos organoclorados é o potencial
de formação dos trihalometanos
(THM), produzidos geralmente na fase de pré-oxidação
da água bruta com cloro
antes do processo fisico-químico de tratamento de água.
Desta forma o ozônio ressurgiu
como uma das principais alternativas na substituição
do cloro, resultando na retomada
do desenvolvimento das aplicações de ozônio e principalmente
dos sistemas de geração
de ozônio. O resultado deste movimento foi a redução
dos custos de capital e operacional
do sistema de ozonização em aproximadamente 40 %.
|
|